sexta-feira, 14 de setembro de 2018
Serendipidade!-- Ausente dos dicionários... em 'Fármaco mais copiado do mundo tem 20 anos'
Fármaco mais copiado do mundo tem 20 anos — Viagra falso
atinge 80% das vendas Internet
O Viagra, que começou como controlador da hipertensão, há vinte anos que mudou o mundo. Não só na saúde como na economia e na sociedade. Concebido para controlar a hipertensão, surpreendeu pelo seu uso dopante no desporto e como terapia para a DE (sigla eufémica de ‘disfunção eréctil’, que atinge um terço dos homens, dizem estatísticas).
O Viagra, o comprimido azul (foto)
que começou como controlador da hipertensão, depressa revelou a sua
serendipidade, isto é resultou diferente do esperado, ao ser utilizado como
dopante no desporto e estimulador na vida íntima dos flagelados com a disfunção
erétil e até como sexoativador para jovens saudáveis, com consequências ainda
desconhecidas na saúde futura.
Em
1998 o hipertensivoterápico (remédio para a hipertensão) com a substância ativa
sildenafil, descoberto por cientistas ao serviço da farmacêutica alemã Pfizer,
foi aprovado, a 27 de março, pela FDA, a autoridade para o medicamento dos
Estados Unidos. Comercializada com a marca Viagra, revelar-se-ia uma verdadeira
mina de ouro, primeiro para a Pfizer, dona e exclusiva beneficiária dos
direitos da marca até 2013.
De
imediato foi um sucesso de vendas, nos Estados Unidos de onde começou por ser
contrabandeado para destinos como Israel, Europa, Índia. A contrafacção na Ásia
terá começado de imediato, já no outono de 1998.
Na
Europa, o mercado ilegal começou antes e continuou a funcionar em paralelo com
o legal, quando a União Europeia aprovou o fármaco logo em setembro desse ano.
Estudos
realizados desde 2011 têm mostrado que oitenta por cento do Viagra comprado na
Internet é falsificado, ou seja nada de produto exclusivo da Pfizer, que teve
vendas a decair de novo após a chegada dos genéricos em 2013.
As
notícias de que entre nós aeroportos e portos têm sido porta de entrada de
largos milhares de comprimidos Viagra — vide notícia do último dia 24, relativa
à apreensão, no AdP, de milhares de unidades do comprimido azul — conquanto
preocupantes têm de ser enquadradas numa tendência mundial que começou há vinte
anos. Cada vez mais os problemas são globais pelo que as soluções também têm de
ser concertadas a nível global. Um tema a ser seguido.
Fontes: site da Pfizer/ Le Figaro/You Tube
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